quarta-feira, 28 de setembro de 9707

Experiência como Tutora do Telecentrosbr Polo Norte



Me chamo Cíntia Araújo, moro em Santarém-Pará, sou formada em Pedagogia e acadêmica em Gestão em Tecnologia da Informação, sou grupo do Polo Norte e sou tutora da turma Açaí. Faço parte de um coletivo chamado Puraqué que trabalha com Cultura digital e cidadania, utilizando Software Livre, e tendo por base a filosofia de Paulo Freire, que prima em trabalhar a partir da realidade em que o individuo está inserido. Também atuo como colaboradora da Unidade Casa Brasil de Santarém, que trabalha no mesmo ritmo do Coletivo Puraqué, gosto muito do que faço amo meu trabalho. Sempre trabalhei com cultura digital, no entanto, é a primeira vez que estou tendo a oportunidade de trabalhar em uma plataforma em educação à distância, estou muito entusiasmada com o Projeto Telecentrosbr e irei relatar algumas experiências que obtive no mesmo.

Logo de início confesso que fiquei assustada, pois acreditei que seria muito complicado contribuir com a formação de pessoas sem ao menos conhecê-las de perto, sem ter um contato inicial, sem conhecer a realidade delas, fiquei com receio de errar e de ser não ser aceita por eles, senti que eles também tiveram esse medo. Entrava em contato com eles e muitas vezes não tinha o retorno que eu desejava, para minha sorte tenho um irmão que passou no edital de monitores e faz parte da minha turma Açaí. Então usei essa vantagem ao meu favor, pedindo ao mesmo que entrasse em contato com os monitores que não me deram retorno e assim fui conhecendo cada monitor. Graças a Deus essa barreira foi quebrada e agora já tenho um relacionamento mais próximo com todos os monitores.

Por várias vezes me senti angustiada, pois em algumas situações por mais que eu explicasse alguns monitores não conseguiam entender as atividades, criei um mine-tutorial simples e consegui solucionar o problema, fiquei muito feliz! Sempre falo para eles que devemos trabalhar usando nossas redes sociais, pois elas são de suma importância para divulgação de nosso trabalho entre outras coisas. Me sinto muito orgulhosa por fazer parte da turma Açaí, meus amigos monitores são vitoriosos, passam por inúmeras barreiras, no entanto, não desistem facilmente.

Na minha opinião todos nós devemos conhecer a realidade em que o monitor está inserido, para que tenhamos uma visão mais ampla de como podemos ajudá-los e até mesmo avaliá-los em nossos relatórios mensais e semanais. Tenho monitores de realidades muito diferentes, alguns não tem acesso ao celular, pois em sua cidade não tem sinal, outros precisam comprar óleo para ter 2h de acesso a internet, monitores que estão angustiados pois seu infocentro vai ser retirado de uma comunidade carente onde está inserido e até monitores com problemas familiares sérios, como é o caso de uma monitora que esta angustiada pois seu filho de 5 anos e outras crianças sofreram violência sexual de um funcionário da escola que estudam. Por essa e outras razões que devemos primeiro conhecer a realidade dos monitores só para então ajudá-los e avaliá-los de uma forma adequada. Enfim está sendo uma experiência muito boa trabalhar no telecentrosbr, e saber que estamos contribuindo com a formação de opiniões.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Vem ai o I-Fórum da Internet no Brasil


Oi gente, nos dias 13 e 14 de Setembro, acontecerá o 1º Fórum da Internet no Brasil, e Santarém não poderia ficar de fora desse evento, jovens de Santarém vão representar a nossa cidade, Coletivo Puraqué: Cíntia Araújo, Uelliton Chaves, Edu Costa, Núcleo de Informática Educativa Edilson Freitas, Pontão de Cultura do Tapajós: Tarcisio Ferreira e Casa Brasil de Santarém: Adriane Gama e Josiane Amorim.
Os temas que devem se discutidos são:

O que é o Fórum?
O I Fórum da Internet no Brasil, promovido pelo Comitê Gestor da Internet, visa reunir representantes da comunidade acadêmica, do terceiro setor, do segmento empresarial e do governo para discutir os desafios atuais e futuros da Internet.
Obedecendo seu modelo multissetorial de governança da Internet, o CGI.br pretende com isso, incentivar que os principais representantes destes setores acompanhem e opinem sobre os temas e questões mais relevantes para a consolidação e expansão da Internet no Brasil.
Informações extraídas do site http://forumdainternet.cgi.br/?page_id=7

Prêmio Banco do Brasil


A Solenidade de Entrega da sexta edição do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social aconteceu na noite de ontem (22/11), em Brasília/DF, e contou com a participação de mais de 1000 pessoas – representantes de instituições sociais, jornalistas, funcionários do BB e da Fundação BB, além de representantes dos parceiros do Prêmio, como Banco do Brasil, BNDES, Petrobrás, Unesco, KPMG Auditores Independentes e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Todos os 27 finalistas, das nove categorias, receberam como premiação um vídeo institucional e folders para que possam divulgar seus trabalhos. Já o vencedor de cada categoria recebeu um prêmio no valor de R$ 80 mil para a manutenção e ampliação de seus projetos.
O evento foi transmitido ao vivo via internet, além de cobertura especial por meio do Twitter e do Facebook da Fundação. Em sua saudação de abertura, o presidente da Fundação BB, Jorge Streit, destacou a importância da iniciativa e agradeceu o empenho de funcionários e parceiros para que o Prêmio continuasse a ser uma realidade. Jorge reafirmou o compromisso da instituição em promover desenvolvimento sustentável e agradeceu o Banco do Brasil por acreditar e investir em sua missão de transformação social. O ator Paulo Betti foi o mestre de cerimônia da Solenidade e presenciou momentos emocionantes como a homenagem feita aos funcionários da FBB, representados por Rogério Miziara.
A edição 2011 do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social obteve recorde de inscrições, com 1116 projetos. Desde abril diversos profissionais estiveram envolvidos em avaliar e divulgar o Prêmio, que possibilitou, ainda, que 264 tecnologias sociais fossem certificadas. Criado em 2001, o Prêmio acontece a cada dois anos e é uma das principais ferramentas de identificação e reconhecimento de tecnologias sociais em todo o país.
Confira a lista de vencedores:
CATEGORIA REGIÃO NORTE – Banco Comunitário Muiraquitã (Santarém/PA)
CATEGORIA REGIÃO NORDESTE – Banco de Sementes Comunitários (Teixeira/PB)
CATEGORIA CENTRO-OESTE – Construção de Moradias (Campo Grande/MS)
CATEGORIA REGIÃO SUDESTE – Ecos do Bem – Educação Ambiental no Território do Bem (Vitória/ES)
CATEGORIA REGIÃO SUL – Visão de Liberdade (Maringá/PR)
CATEGORIA TS NA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA – Projeto Horta Comunitária (Maringá/PR)
CATEGORIA MULHERES NA GESTAO DE TS – Mulheres da Amazônia (Juruena/MT)
CATEGORIA DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E PROTAGONISMO JUVENIL – Fazendo Minha História (São Paulo/SP)
CATEGORIA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS – Projeto Cisternas nas Escolas (Irece/BA)

Artigo extraído originalmente do site:

Projeto Puraqué promove imersão digital na casa brasil



Projeto Puraqué promove nos dias 13 e 14 de Fevereiro na cidade de Santarém em um bairro dito periférico, oficinas de áudio, vídeo, gráfico e metareciclagem. Essas oficinas foram disponibilizadas para a população sem qualquer custo, tudo era totalmente grátis. Não podemos deixar de citar que tudo foi realizado em Software Livre. Contamos com a participação de oficinandos da pastoral do menor, vila de Alter-do-Chão, índios, negros, professores e a comunidade em geral. Um verdadeiro encontro de pluralidade cultural.
Nas oficinas de gráfico os oficinandos aprenderam a utilizar os programas: gimp,( tratar imagens) inkscape ( criação de vetores); kedit (Editor de texto) e scribus (diagramador). Tivemos a construção de 4 informativos que falaram a respeito das oficinas que estavam acontecendo. Os oficineiros foram Tarcisio Ferreira , Magno Santos e Cíntia Araújo. Com as oficinas de metareciclagem os ofinandos conheceram o computador por dentro e aprenderam a instalar sistemas operacionais. Os oficineiros eram Iara, João Tárcio, Josiane Amorim e Mauricéia Lima, e Dennie Fabrízio.
Em áudio os oficinandos aprenderam a trabalhar com edição de aúdio e elaboração de entrevistas, seus oficineiros foram Kathellen Suellem, Marcelo Lobato, Alessandra Sousa e Adriane Gama. Na oficina de vídeo, os oficinando conheceram uma filmadora, aprenderam a capturar e editar imagens, e criaram uma pequena novela que falava sobre o maxismo, sexo seguro e doenças sexualmente transmissíveis, seus oficineiros foram Jader Gama, César Marcos, Francisco Evaldo e David Góes.
Ao término das oficinas, tivemos uma socialização, na qual todos tiveram a oportunidade de mostrar seus trabalhos. Como fazemos tudo em forma colaborativa, fizemos parcerias com: Navega Pará, Bolsistas dos infocentros, instrutores voluntários do Projeto Puraqué, oficineiros da FAPESPA, Pontão de Cultura e casa Brasil.